Em: Poesia
4 fev 2010Sonhar auroras e debulhar serenos
em cada viga desse deserto de concreto
que me espia
atônito
é minha fortaleza
meu refúgio
minha sina
Madrugo pelos dias
como uma ave sem pena
como uma pena sem dor
(Doer é para os que sabem de verbos)
©Bosco Sobreira
Cearense de Canindé, vivendo em Fortaleza. De profissão, médico. Por escolha, viajor-aprendiz das sendas luminosas e dos grotões soturnos da mente humana. Em seu currículo como escrevinhador consta um livro de poemas nunca publicado, receitas médicas e atestados de sanidade mental, os últimos um verdadeiro milagre nestes tempos de aridez e solidão.
6 Comentários para Salmo
Claudinha
4 fevereiro, 2010 às 7:49 pm
Mas que surpresa agradável agora em meu feed!!!
bem vindo, meu amigo!
De sua pena nos chegam auroras e sonhos serenos ! Que bom poder te ler novamente!
Beijos!
Moacy
4 fevereiro, 2010 às 8:02 pm
Rapaz, que boa surpresa…
Mas, puxa, você aparece e desaparece
sem mais nem menos…
Você continua longe de Fortaleza?
Um abraço.
E boa volta.
nina rizzi
5 fevereiro, 2010 às 12:00 pm
Caramba, que poema, que poema! daqueles que a gente acha que escreveu, ou que sonhou; dos arrebóis os mais lindas à fortaleza-bela.
pois é, somos vizinhos. coisa boa
Moacy
6 fevereiro, 2010 às 7:48 am
Meu caro,
festejando a sua volta,
seu poema foi parar no Balaio.
Abração.
Iara
6 fevereiro, 2010 às 10:06 pm
Sei bem de verbos. E como dói.
Dores à parte, coisa boa te ter de volta… Feliz!
Beijos.
tb
7 fevereiro, 2010 às 7:14 pm
Que surpresa boa!!! Abri seu blog como quem procura o luar de uma noite de Agosto, mas não sabendo se está lá. Desta vez foi Agosto e o luar estava cá.
Que bom voltar a ler teus escritos iluminados.
Um grande abraço