Em: Poesia
11 ago 2009O gato se posta
a meu lado
e me azula a alma
com seus olhos
de (com) paixão
Tudo passa
(compreendo)
tudo é breve
como a vida
sob meu escusado
olhar
©Bosco Sobreira
Cearense de Canindé, vivendo em Fortaleza. De profissão, médico. Por escolha, viajor-aprendiz das sendas luminosas e dos grotões soturnos da mente humana. Em seu currículo como escrevinhador consta um livro de poemas nunca publicado, receitas médicas e atestados de sanidade mental, os últimos um verdadeiro milagre nestes tempos de aridez e solidão.
5 Comentários para Vita brevis
Claudinha
12 agosto, 2009 às 7:33 pm
Os gatos, os azuis, o tempo! Suas marcas! Meu caro Bosco, a vida é efêmera. Já pude sentir isto na carne, quando a busquei e ela escorria por meus dedos e teimava em ir embora. Mas eu me agarrei a ela com todo meu ser e a convenci a ficar mais um pouco. Disto tudo, aprendi muitas coisas e uma delas é que alguns breves momentos são tatuados em nossas almas e perpetuam. Tornam-se nossa essência. Breve , para mim, é aquilo que por mim passa e não me toca a alma.
Compaixão, dispenso, prefiro mais a cumplicidade do olhar.
Lindo, seu poema me tocou!
Um beijo!
Moacy
12 agosto, 2009 às 10:26 pm
É verdade, meu caro, a atualização de seu blogue não se deu imediatamente, mas há casos piores, e a solução, parece-me, não depende de mim… De resto, mais um bom poema de sua autoria.
Abraços.
Nivaldete Ferreira
12 agosto, 2009 às 11:54 pm
Bosco de singulares visões…, a vida passa… a vida passa e fica… a vida pacifica…. a vida torna… a vida transtorna…. ah, a vida… Há vida!
Respondi ao seu comentário e deixei meu e-mail. Deixo aqui também: nivaldete@yahoo.com.br
mande um endereço e, com muito prazer, enviarei Bárbara pra você.
Abraços!
Dora
13 agosto, 2009 às 3:32 pm
Olá, Bosco. Não estranho os versos que falam da vida breve, mesmo que os olhos da figura do gato, que dizem ter o fôlego de sete vidas, azulem, com(paixão) a alma do poeta.
Estranho muito é ver seus passos pela blogosfera e não me contatar…Não me avisou que voltou a postar…
Brigou comigo? Que ofensa lhe fiz? Tô sentida….Visse?
Mas, não consigo deixar de abraçá-lo!
Dora
Jota Effe Esse
14 agosto, 2009 às 4:02 am
Tudo passa, mas a vida se eterniza no azul dessa alma sensível. Meu abraço.