De um louco anônimo

Em: Poesia

7 set 2006

Estive doente
doente dos olhos, doente da boca, dos nervos até.
Dos olhos que viram mulheres formosas
da boca que disse poemas em brasa
dos nervos manchados de fumo e café.
Estive doente
estou em repouso, não posso escrever.
Eu quero um punhado de estrelas maduras
eu quero a doçura do verbo viver.

(De um louco anônimo – transcrito por Caco Barcelos na reportagem Crime e loucura, publicada na extinta Folha da Manhã, Porto Alegre, RS).

1 Comentário para De um louco anônimo

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ana maria costa

7 fevereiro, 2007 às 1:31 pm

quantos génios não são chamados de loucos?

viva a loucura que nos permite sentir o frenesim de se ser livre nos sonhos.

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Sobre o Autor

Cearense de Canindé, vivendo em Fortaleza. De profissão, médico. Por escolha, viajor-aprendiz das sendas luminosas e dos grotões soturnos da mente humana. Em seu currículo como escrevinhador consta um livro de poemas nunca publicado, receitas médicas e atestados de sanidade mental, os últimos um verdadeiro milagre nestes tempos de aridez e solidão.

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