Sonhar auroras e debulhar serenos
em cada viga desse deserto de concreto
que me espia
atônito
é minha fortaleza
meu refúgio
minha sina
Madrugo pelos dias
como uma ave sem pena
como uma pena sem dor
(Doer é para os que sabem de verbos)
©Bosco Sobreira
Cearense de Canindé, vivendo em Fortaleza. De profissão, médico. Por escolha, viajor-aprendiz das sendas luminosas e dos grotões soturnos da mente humana. Em seu currículo como escrevinhador consta um livro de poemas nunca publicado, receitas médicas e atestados de sanidade mental, os últimos um verdadeiro milagre nestes tempos de aridez e solidão.