In: Crônica
31 dez 2006Já que tudo que habita a racionalidade humana é fruto de convenções, fica combinado assim: amanhã entramos em 1967.
O cenário urbano será o mesmo dos sessenta, acrescido dos avanços tecnológicos experimentados hoje. Teremos da TV Digital ao uso dos computadores de última geração com acesso universal à Internet, claro. Não existirá, contudo, [...]
In: Poesia
25 dez 2006na tal noiteno semáforo:uma menina
na mão estendidauma caixa com estrelas azuis cintilantesnos olhosum brilho cansadona bocaum quase sorriso
(nenhuma palavranenhuma palavra lavra no negro desse chãoela sabe desde sempre)
……………………………………………………….o semáforo eterniza-se no vermelho……………………………………………………….
tão distanteinfinitamente distante(e eles estão bem aqui bem alinos quatro-ventos da rosa sem rumoda menina)o banquete dos todo-poderososdos poderososdos quase-poderososdos que fingem poderosos
o semáforo
em [...]
ultimamentetenho andadoà-toa
(isso depois que morri de mim)
despido do que fuiouvido e olhos emprestadoseum jeito estranhode caminhar entre espinhoscomo se fossem plumascoisas estranhasme ocorrem:ando pelas mesmas ruascomo se fossem novasonde havia sombrasescuto luzesprovo do feldegusto mel
(o Feio emputeceu e resolveu se mandar de vez?)……………………………………………………………………………ultimamenteme comovoà-toa
(isso depois que morri de mim)
alucino poesia nas coisas mais simplestriviascomo um [...]
Cearense de Canindé, vivendo em Fortaleza. De profissão, médico. Por escolha, viajor-aprendiz das sendas luminosas e dos grotões soturnos da mente humana. Em seu currículo como escrevinhador consta um livro de poemas nunca publicado, receitas médicas e atestados de sanidade mental, os últimos um verdadeiro milagre nestes tempos de aridez e solidão.